Maio 10 2009

 

                                      


Em dois mil e sete, de relance, vi um livro na livraria Bertrand que, não sei porquê, me chamou a atenção. O livro, tem o pomposo nome de a revolução da riqueza. Ao lê-lo confesso que, me pareceu do género, Júlio Verne ou de ficção cientifica, dado que há muitos séculos para a riquesa tudo lhe corre de feição. Passadas as quatrocentas e vinte páginas de que o mesmo se compõe. Não atinei bem,o que é que o homem queria transmitir, porque baralhado estava!  Dezenas de vezes evocava o vocábulo riqueza. Bem mas a riqueza, sabe-se há milhares de anos que se consegue com trabalho mal pago,e possuir uma mente refractária a pudores. Mas ele acentuava agora vários dados novos, mas em simultâneo outros ocultava. Punha em grande destaque os fundamentos para esse fim dos computadores, e do prosuming frizando-o como fundamento principal,e desvalorizando a riqueza criada pelo trabalho nos moldes em que o conhecemos. O Alvin e Heidi Tofler deviam de saber coisas que, mais ninguém sabia! Acentuavam também que no futuro haveria muito trabalho mas poucos empregos eu desconfiava daquilo a que ele aludia e que, remontava à revoluçâo industrial Ou então a matéria não era discernível para as massas encefálicas mais volúveis. No meu caso que, até me acho com um índice médio de inteligência, diria mesmo que, numa escala de cem me atribuiria um quarenta. Mas em dois mil e nove fez-se-me luz na tal massa. Com eles alarmados com a tal crise, até dizem que mundial, que queriam eles? As crises como tudo o resto, terão que se encaixar na globalização do planeta. Deu-me pois para reler o livro que não percebera muito bem na altura, fêz-se então luz no meu cérebro. Está lá tudo! E eu que sou um leigo vejo agora que estamos no limiar da quarta ou mesmo quinta vaga, mas agora sem desculpas, pois põem ao mundo, dados novos e em profusão. A dita está já a atingir as classes mais baixas duma maneira demolidora e pelo que percebo, parece ser essa uma das suas a metas. No entanto põe várias questões em fundo, como o fim dos direito autorais, que haverá muito trabalho, mas deixará de haver empregos, a internet tem grande destaque. Lê pois o livro, para perceberes, se as conclusões que tiras são diferentes, e porque foram apanhados de surpresa praticamente todos os governos da comunidade europeia, ou se calhar nem foram assim tão surpreendidos e pura e simplesmente obedecem a um maestro oculto. Na minha ideia, como observador das coisas que me rodeiam estamos a assistir a uma mutação do capitalismo,como o conhecemos por outro mais inumano e brutal. Algo de novo está a emergir surrateiramente. Fica atento ao advir dos tempos. Tu que já sentes os seus efeitos não te deixes desanimar. Mostro-te abaixo, a imagem duma plantinha que, nascendo no terreno mais árido que se possa conceber! Pensas que ela desiste? Pelo contrário agarra-se ao chão para cumprir com o destino que lhe foi imposto

 


 

 


   Por isso perante a crise que te impingem, Faz como ela! Agarra-te á vida, agiganta-te,não te desvies do essencial, e verás para tua grande surpresa que, de bem pouco precisas para o conseguir. Sabes há quantos anos dura a minha? Tudo bem! Eu digo-te! Há setenta e três, tantos como os que prefazem a minha existência neste mundo. Estás a ver os suicidios que ela já provocou; queres tu seguir-lhe o exemplo? Claro nem pensar! 

 Setenta e tres anos, deram-me a ipótese de assistir: à ascenção e queda do Nazismo,à divisão da peninsula coreana em duas Coreias à queda do império Sovietico, do muro de Berlim,  de todos os impérios coloniais, incluindo o império colonial português. Ora bem com tanta queda, porque não a queda do capitalismo, e para mais nos moldes em que  funciona, e o que é necessário a nível global para alimentar tal combustão. Já viste como eles vivem esfomeados por dinheiro. Como ficam possuídos por ele. A própria sociedade os protege, pois dá-lhe grande acolhimento, e normalmente liga o dinheiro, com inteligência o que é mentira! A coisa inicialmente começa subrepticiamente da seguinte forma. Numa família de três irmãos um deles, menos escrupuloso que os outros, começa por amealhar louros alheios, de imediato assimila o querer ser o mais rico da família, quando o consegue e como continua menos escrupuloso que dantes, mete-se- lhe na cabeça ser o mais rico lá da aldeia, depois da cidade, do distrito, do país, do planeta, da galáxia, do universo. Não param mais, a ambição deles nunca mais terá limites. Não achas que está na altura de um trambolhão? Podem acenar-te com o fim da crise, não acredites! O paraíso em que vivem nunca mais será igual. E sabes porquê? Porque a ascensão da China o determinou em definitivo. Já o dizia Josué de Castro em mil novecentos e quarenta e nove, no seu livro Geopolítica da Fome. Com estas palavras: a grande China despertou, do seu letárgico sono de milénios, e uma vez desperta. vai dar inicio a um sonho que se vai tornar imparável e uma vez em marcha, arrastará com ela, o mundo inteiro.


 Vão-te acenando que a crise está a abrandar, e quase se arriscam a datar o seu fim, tambem era melhor depois duma tempestade não vir a bonansa. o fruto de baixo já lhe sentiu os efeitos, pois agora que agite o fruto de cima. Neste estagio  afinca-te, porque se fores um bocadinho que seja aberto de mente, a que conclusões irás chegar? Possívelmente farás estas perguntas a ti mesmo: que crise é ela que num programa de televisão numa entrega de prémios, parece-me que os globos d"ouro se exibe um luxo desmedido, dando-nos a impressão de estarmos em Holiwood. Sobre crise nem sílaba, a seguir: num estadio no Algarve preparado para o efeito uma série de carros de grande consumo andam uma tarde inteira a queimar recursos, seguindo-se-lhe eventos iguais por todo o país, e com o mesmo cenário para não perder o balanço, e ainda agora o verão começou. Bom! Mas atenção posso ser eu que tenha uma noção de crise mórbida. E se assim for me desculpem todos o que isto lerem.Não tenho culpa de na minha infancia ter vivido uma verdadeira crise. Já vislunbraste por aí as cadernetas de racionamento? Não! pois ainda bem. Já tiveste que comer couves cruas roubadas nas hortas, sardinhas cruas de salmoura,alfarroba,bolotas,medronhos,vinagreiras? Não! então  óptimo. Eis um dos menus tão meus conhecidos.

 



 

publicado por A Conspiração às 19:03

O FIM DE DO OCIDENTE

A Globalização, tal como foi concebida, vai determinar o fim da prosperidade do ocidente que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas as novas superpotências que a globalização ajudou a criar: a China, a Índia...
O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias, que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos sabem que o custo da mão de obra é insignificante no valor dos bens aí produzidos, em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais. Como os bens produzidos se destinavam è exportação para o ocidente, como o ocidente perde poder de compra, a crise acaba por tocar também as novas potências, mas a crise nesses países é e será sempre um menor crescimento económico: há poucos anos era de dois dígitos e agora deverá ficar-se por 6 ou 7%, mas a isso não se poderá chamar de “crise”. O ocidente é que está condenado a um crescimento económico negativo (regressão económica).
Ao aderiram ao desafio da "globalização selvagem", os países da União Europeia prometeram ao seus cidadãos que as suas economias se tornariam mais robustas e competitivas (não sei bem como?) e não exigiram aos países do oriente que prestassem às suas populações melhores condições sociais, como: criar regras laborais, melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho, férias anuais pagas, assistência na infância, na saúde e na velhice para poderem aceder livremente aos mercados do ocidente. Não, o ocidente optou simplesmente por abrir as portas à importação sem essas condições, criando assim uma concorrência desleal e “selvagem” de que sairá sempre a perder. A única solução será a de nivelar os salários e as condições sociais do ocidente pelos do oriente. E não é a isso que estamos a assistir neste momento? Para que servem, por exemplo, as alterações ao "Código de Trabalho"? e as pretendidas reduções das contribuições das Empresas para a Segurança Social? Os países do Oriente nem sequer estão comprometidos com a defesa ambiental, as suas tecnologias são até mais baratas mas altamente poluentes. Assim, o ocidente e a UE ditou a sua própria “sentença de morte”: enquanto algumas empresas não resistem à concorrência e fecham as portas para sempre, outras irão deslocar-se para a China ou para a Índia para assegurar a sua própria sobrevivência o que provocará o definhar da economia ocidental e obviamente desemprego. Quanto aos trabalhadores, será que depois do razoável nível social que atingiram vão aceitar trabalhar a troco de um ou dois quilos de arroz por dia sem direito a descanso semanal, sem férias, sem reforma na velhice, etc...? Não! por isso o ocidente está já a iniciar um penoso caminhar em direcção ao caos: a indigência e o crime mais ou menos violentos irão crescer e atingir níveis inimagináveis apenas vistos em filmes de ficção que nos põem à beira do fim dos tempos como consta nos escritos bíblicos. A Segurança Social não poderá em breve suportar o esforço para minimizar os problemas que irão crescer sempre: a época áurea do ocidente já é coisa do passado e em breve encher-se-á de grupos de salteadores desesperados, sobrevivendo à custa do saque. Regressaremos a uma nova “Idade Média”, se é que poderei chamar assim: A classe média desaparecerá e existirão uns (poucos) muito ricos, alguns à custa do crime violento e/ou económico, e que habitarão autênticas fortalezas protegidas por todo o tipo de protecções, e que apenas sairão rodeados por guarda-costas dispostos a matar ou a morrer pelo seu “senhor”; haverá, em simultâneo, uma enorme mole de gente desesperada de mendigos e de salteadores que lutam pela sobrevivência a todo o custo e cuja protecção apenas poderá ser conseguida agrupando-se, pois as ruas serão dominadas pelos marginais, ficando as polícias confinadas aos seus espaços próprios e reservadas para reprimir as “explosões” sociais que possam surgir.

Infelizmente, os dois maiores partidos portugueses (PS e PSD) estão amplamente comprometidos com este tipo de políticas neo-liberais. Os Governos saídos destes partidos trocaram sectores essenciais da economia portuguesa por milhões de euros, que logo se gastaram, e pelo megaprojecto da autoeuropa cuja deslocalização é já falada. O fim está a chegar

Zé da Burra o Alentejano a 21 de Maio de 2009 às 10:07

O FIM DE DO OCIDENTE

O descalabro bancário a que chegámos é outro aspecto da decadência do modelo capitalista neo-liberal e mais ajudará ao fim. A confiança nos bancos está contaminada: não respeitaram os contratos com os accionistas e depositantes, desviaram o dinheiro não se sabe para onde e as entidades que deveriam fiscalizar e em quem os cidadãos confiavam não viram ou não quizeram ver o que se estava a passar . Ora aí têm o resultado. Poderia agora perguntar: não que investir nuns fundos de investimento "de retorno garantido"?
Zé da Burra o Alentejano a 21 de Maio de 2009 às 10:08

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